domingo, 24 de maio de 2015

Isso não é ser adolescente, isso é ser masoquista

Tu já parou um dia, sentou, olhou pra parede e pensou o que você fez de bom naquela semana? Você saiu com sua antiga amiga que mal vê e mal tiveram assuntos, recebeu duas notas abaixo da média, decidiu começar a dar oi de longe para um crush, entrou na monitoria de física e talvez tenha entendido um milésimo da matéria, não estudou pra porra nenhuma viu o garoto que cê é afim beijando uma vaca mais vezes do que viu seu pai em casa?
Como se já não bastasse minha auto estima depois de receber a segunda prova de física, vou pra sala de estudos no almoço com com toda a ingenuidade para estudar (leia-se copiar dever de espanhol atrasado) e o que eu vejo? Sim, C e brivaca numa mesa do lado abraçados e estudando. Sério, se não fossem os dois ali, se fosse qualquer outro casal, sei lá eu, a Dona Florinda e o Simon Cowell, eu teria vomitado arco-íris de tão fofa que a cena tava. Mas como era aqueles dois seres, tive que segurar pra não vomitar minhas lágrimas.
Isso não devia me afetar assim, não mesmo. Vejo em séries e livros essas adolescentes bobas que se apaixonam por garotos mais velhos que tem namoradas e ficam de longe vendo e chorando. Eu as xingo de todos os nomes possíveis. As se deixam afetas por caras que mal conversam com elas, que não devem nem saber o nome delas. Sempre ri dessas meninas em filmas e dizia que nunca seria assim, eu seria a Kat de 10 Coisas que eu Odeio em Você que via a irmã entrar em depressão e se humilhar para ser popular enquanto lutava por segundar sem carne e pelas toupeiras. Quando eu me tornei uma Bianca?
Será que isso é que é ser adolescente? Criar fantasias, se enganar, se iludir, mentir pro próprio cérebro, ser jogada e se afogar na realidade, quebrar a cara e o coração, e, no final, se enganar dizendo que superou enquanto luta contra o tempo pra fazer todos os trabalhos de recuperação pra pensar em passar de ano? Isso não é ser adolescente, isso é ser masoquista.
Arabella

Recuperação de física? Eu tô precisando de uma de vida

Sabe aquela guria que nunca perdeu média, que nunca levou uma ocorrência, nenhuma advertência, tem o currículo cheio de crédito extra, participa de todos os grupos de estudos que existem? Prazer, eu.
Nem no meio mais horrível sonho imaginei uma nota vermelha, quem dirá recuperação.
Ok, quando eu vim p-ara essa escola eu sabia que ela era pesada, difícil e que ninguém tá aqui pra brincadeira e você não ganha um décimo qualquer nem que chore as tripas. Mas, poxa, eu me considero boa aluna. converso na sala? Converso. Mas me interesso, me empenho, participo, pesquiso, anoto cada suspiro que o professor dá.
A maioria dos professores já entregaram as notas finais e fiquei com a media de 24. Não fechei nada mas tá bom, né? Minha maior nota foi de matemática, amo essa matéria com cada fibra do meu ser. A única nota que tenho em física é um lindo 2,13 em uma prova valendo 8.
Nunca fui tão mal em uma matéria. Engenharia tá riscada e queimada da lista de faculdades. Quando eu for presidente, vou proibir física e informática de todas as escolas. A gente tem robôs pra que? Pra mexer nesses computadores, queridos. Não tem robô? Devia ter, estamos em 2015.
Então, a nota final ainda não saiu e ainda tenho um relatório pra entregar, pelas minhas contas, se eu fechar o relatório, nem um décimo a mais, nem um décimo a menos, eu fujo da recuperação. Mesmo o meu grupo só tendo a nata dos nerds sei que isso não vai rolar.
O pior é que hoje é um domingo, tenho 3209482904 coisas pra fazer e todas envolvem um caderno e um lápis e não consigo nem botar minha cabeça pra funcionar. Acho que tô com ressaca da vida. Se a vida fosse uma matéria avaliada, nem com recuperação eu não repetia.
XX
Arabella

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Me perdi no que era real e no que eu inventei

E quando chega a noite e eu não consigo dormir, meu coração acelera e eu sozinha aqui. Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão. Olhos nos olhos no espelho e o telefone na minha mão.

Nunca consegui acompanhar uma novela, mas aqui estou eu, sem saber se faço dever de espanhol ou se enfio minha mão na TV e ponho a Mari e o Benjamim na mesma porra de lugar.
Hoje perdi dois horários de aula no auditório, junto com todas as outras salas. Hoje eu acordei feliz, as provas acabaram, tava até cantando no meio da sala, falando de futebol com as Marias medrosas e blablabla. Nem lembrei da existência de certas coisas.
No auditório sentei bem no meio, escolha da A, o Ed tava lá perto e ela quis sentar lá. Falando em Ed, hoje o professor subiu o horário de intervalo e quando cheguei na lanchonete ele tava lá com uns amigos e quando eu sentei juro que ele sorriu pra mim, mas juro mesmo, até olhei pros lados feito boba procurando pra quem ele podia ter sorrido. Não tinha ninguém. Anyway, lá naquele lugar era possível ver todo mundo que entrava e saia do auditório. O M entrou com o cabelo lindo de sempre e, um pouco atrás, o C. Ah, ele tava de óculos, minha mão até suou quando ele passou os olhos pelas cadeiras e acabou sentando perto dos amigos, do outro lado. Nisso a A já tava zoando, como me shippa com ele e tal, geralmente eu rio e digo que shippo também, a verdade é que eu realmente shippo e sei que ela diz de brincadeira.
Desde o primeiro dia temos esse pequeno grande abismo pelo M e pelo C, falamos deles sempre, sussurramos quando eles passam, tentamos trombar com eles 'acidentalmente'. Mas acho que em algum momento entre essas brincadeiras elas deixaram de der brincadeiras pra mim. Acho que foi quando o V, o meu amigo e amigo do C e do M que é apaixonado pela A me chamou pra sair com um povo, e o C, quando ele tinha brigado com a britânica vaca. Acho que ele queria saber se eu podia ser afim do C e, olha, eu também queria saber.
Algumas vezes eu penso em falar pra A que eu realmente gosto do C, mas não sei falar isso nem pra mim mesma. Digo, nem sou amiga dele, nunca conversamos diretamente. Mas essas coisas a gente simplesmente sabe, né?
Foi perdida nesses pensamentos que não percebi que quando o C entrou, ele entrou sozinho. É. sozinho. A A comentou alguma coisa mas nem prestei atenção quando vi a brivaca sentada NA MESMA CADEIRA de um menino da sala deles.
Se eu não contei, conto agora. Em algum momento das férias quando o C e a britânica já tavam ficando mas "não era oficial", como o V disse, ela ficou com um menino que o C e os amigos dele odiavam. Eles ficaram brigados por um tempão e depois voltaram. Nunca soube direito a história e não vai ser hoje que vou chegar em um deles e perguntar por pura curiosidade. Sempre tento descobrir quem é, se é lá da escola ou não. A minha escola é tipo uma família, um outra cidade. Uma dessas cidadezinhas onde sua família tem fazenda e que as pessoas que você conhece lá são de lá, virão seus amigos lá, o mundo fora é outro mundo. Então entre teorias e teorias, eu e A resolvemos acreditar que o tal garoto é lá da escola.
Eu poderia escrever a vida de teorias, mas não. Esse não é o assunto hoje. Hoje, quero que vocês comprem sorvete, tirem a maquiagem e deslizem pelo chão com meias brancas para comemorar que o C e a britânica se separaram.
Talvez eu exagere. Ok, eu realmente exagero. Mas se eu fosse um cara e minha namorada nem olhasse na minha cara e ficasse do outro lado da sala e no auditório sentasse quase que no colo e um menino que eu não curto, se eu não tivesse brigado com ela antes, agora eu brigava. Brigava, mandava já pra saia da mãe dela e deixar meu colchão.
Eu não sei se metade das coisas que escrevi aqui hoje são reais ou meu cérebro cansado de sofrer voltou a se iludir. Te contei tantos segredos que já não eram só meus, rimas de um velho diário que nunca me pertenceu.
XOXO
Arabela

sábado, 9 de maio de 2015

Britânica e vaca, a combinação do capeta

O C voltou com a britânica e tem sido um inferno. Não é como se quando eles estavam meio brigados separados sei lá eu a gente tivesse se aproximado, não, nada disso. Nunca nem falei com ele. Meu amigo trocou umas ideias e acho que ele desconfia que sou a fim do C e ele é amigo da britânica, logo deve ter falado algo pra ela.
Nunca nem troquei uma palavra com ela e quando estamos no mesmo local ela faz cara de cu, revira os olhos quando passo ou tira meu amigo de perto de mim. É ciúmes ou recalque? Não era eu que tinha que ter ciúmes dela?
Essa semana eu estava saindo da sala de estudos, do outro lado do corredor, e vi ela e o C na porta da sala deles. Ele não me viu, mas ela sim. Assim que comecei a andar na direção deles ela puxou ele até a porta da minha sala e agarrou ele só para eu ter que pedir licença pra entrar. Toma no cu também. Ele ficou meio envergonhado, até porque nunca beija ela nem segura a mão dela na escola, na verdade, desde que eles brigaram (ela o traiu, sério, e ele voltou com ela, conto depois), não os vejo muito de mão dada, abraçados e tal. Já ela deu um sorriso cínico que me deu a maior contade de fingir vômito.
E cada dia é pior, parece que ela faz questão de trombar em mim, me atrapalhar a conversar com alguém que é amigo dela, ela reclama até quando o C vai na minha sala conversar com um amigo dele ou passa o intervalo na nossa Ed física.
Quer saber, britânica? Pega todo esse tempo atoa que você tem pra me encher o saco e vem fazer meus deveres que eu tenho coisa mais importante pra fazer do que ficar com inveja docê.
XOXO
Arabella

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ciúmes do meu melhor amigo

Oi, tudo bem?
Podem ignorar meus primeiros posts porque foram inúteis, desnecessários. Aquela garota? Se transformou, eu acho. Bem, eu espero, né.
Não vou ficar aqui contando como foi minhas férias, o que houve nesse tempo. Eu voltei porque estou na bosta.
Sim, na bosta.
Nova escola, aulas até de noite, provas até o pescoço, um mar de notas perdidas, festas quase todo final de semana. Um crush namorando. Falarei dele outro momento, agora preciso falar sobre o D.
D entrou na escola duas semanas depois de mim, não que isso tenha influenciado alguma coisa já que nossa escola é só ensino médio, logo todos entraram lá juntos, fora os repetentes mas foda-se.A coisa é, quando ele chegou, sentou do meu lado e está lá até hoje. Desde o primeiro dia gostei dele, me dei bem, nunca conversamos muito mas nos entendiamos.
No início do mês passado tivemos que fazer um trabalho em grupo e nos aproximamos muito, ele passou uma tarde na minha casa e eu na dele. Claro, tinha mais gente no grupo, mas eramos todos amigos então. Acho que não falei, ele mora sozinho. Não sozinho, em uma república com dois amigos da cidade dele, um da nossa escola e outro da faculdade. Eu adoro ir na casa dele, não é grande mas é divertida, ver o meninos fazendo comida, lavando louça, bagunçando.
Voltando aqui, nesse ultimo mês nos aproximamos muito e teve essa festa sábado passado, foi aniversário de uma amiga, tava tudo cheio, lindo e louco. Eu nunca fui de beber, mas nessa bebi uma ou outra coisa. Ele? Tava muito louco. Sempre zoamos ele com a aniversariante, porque eles são muito proximos, era amigos antes da escola, e, na festa, quando ela passou, ele foi dar um beijo na bochecha dela e sem querer acertou a boca. Foi uma gritaria que só.
Eu estava na pista e ele sumido, mal vi ele lá e não conseguia parar de pensar onde ele estava, também nunca fui de dançar ms fiz tudo que não faço nessa festa e só faltou eu ir até o chão. Queria dançar com ele e não sabia de onde essa vontade tinha vindo e quando ele aparecia tava com uns amigos que eu não conhecia.
Um amigo dele chegou em mim na festa, nem ouvi direito o que ele disse, acho que perguntou se eu tinha namorado e eu disse que sim, aí o D apareceu e me puxou, mas me puxou pra muito perto mesmo, com a mão na minha nuca e falando no meu ouvido. Não arrepiei, não senti borboleta no estômago nem nada, só senti algo. Ele me perguntou o que o menino tinha falado e quando eu contei ele disse algo como "Mas você não tem namorado" e eu "Eu sei". Ele ficou me perguntando porque eu tinha dito não, acho que ele queria que eu ficasse com o tal amigo e tive que ficar inventando desculpas, eu poderia ter dito que estava afim de outra pessoa, mas ele ia ficar perguntando e com certeza ele desconfia de quem e é amigo do mesmo, então simplesmente virei as costas e saí.
Devia ser umas duas da manhã quando já tinha cortado o bolo e blá blá blá e o D apareceu comendo um bombom. Nesse ponto ele já estava bem fora de si e fiquei preocupada. Eu sempre fico preocupada com ele. Perguntei onde tinha bombom porque a mãe da minha amiga fazia bombom e eram ótimos, ele me pegou pela mão e foi me levando sem falar nada. Ele nunca pegou a minha mão, na verdade ninguém nunca pega a minha mão, não gosto muito de contato assim. Claro, a festa estava cheia e a luz piscando atrapalhava um pouco o movimento, mas sei lá, ele foi andando me puxando pela mão. Eu tava tão distraída que demorei a perceber que tinhamos passado da mesa de doce. Puxei ele e perguntei onde a gente tava indo e ele fez uma cara meio estranha e engraçada e "Como assim?", "Ué, cê disse que ia me levar onde tinha bombom" ele fez uma cara que não consegui decifrar e foi comigo até a mesa. Eu não tinha percebido, mas meu amigo que tava dançando comigo veio atrás da gente também.
Peguei um bombom e tava pronta pra voltar pra onde meus amigos estavam quando o D botou o resto do bombom dele na minha boca. Foi estranho, a gente é amigo mas nem é pra tanto e foi engraçado porque ele ficou com o bombom levantado e eu demorei pra entender que era pra mim, até levantei a mão pra pegar ele, mas não, ele colocou na minha boca.
Não vi muito ele depois disso, só quando ele se despediu, foi embora mais cedo porque ia pra cidade dele passar o feriado.
Ok, tudo bem, nunca falamos sobre, nunca soube como interpretar também. Acontece que de repente comecei a ter ciúmes de outras colegas nossas chamando ele por apelidos, rindo dele e etc. Hoje ele tava passando mal e fiquei preocupada, né, eu numa cidade sozinha com febre de 40 graus ia morrer antes de chegar num hospital.
Agora há pouco ele disse que tava no hospital e uma guria já começou "O que você tem, D? Quer que eu vá aí?" e fiquei meio desconfortável. Fui falar com ele e ele contou que uma prima tinha levado ele. É, eu nem sabia que ele tinha família aqui.
A questão é que tem o C, e eu sou realmente afinzona dele, tipo muito mesmo, sabe quando você tem um crush e parece que ele começa a te dar bola? É como eu tô agora. É normal sentir ciúmes do amigo? E eu tô só preocupada com ele ou o quê?
Vou estudar que falar de meninos não me passa de ano.
XOXO
Arabella

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Em casa

Depois de 20 dias lindos fora de casa, morando sozinha e estudando sem parar, volto com tudo pra foder a vida.
Esses dias não foram bons por poder fazer só o que eu gosto, eles me fizeram me desligar de um tanto de coisa que deixei pra trás. E basou menos de 24 horas pra minha vida voltar pro inferno de antes. Estou sendo superficial? Sim, mas foda-se. ou desabafar e falar mau do Papa se quiser.
Alguém tem ideia de como é desejar uma coisa, mergulhar de cabeça para tê-la e no final não adiantar nada?
Eu odeio, odeio pessoas sotudas. Por que aquele filho da puta que nem o livro leu pode ter tirado quase vinte pontos a mais do que eu? Sempre soube que não seria dessa vez, mas realmente esperava me sair melhor.
Para melhorar a bagaça toda, vamos falar sobre a viagem. Superficial? Sim, mas toda menina merece sua viagem de 15 anos, e quando essa é deixada de lado para que os pais possam pagar a viagem de seu irmão mais novo ela tem todo o direito de mandar (mentalmente) todos para o raio que o parta. Não basta eu não ter conseguido meu sonho e ter me fodido na prova não? Agora nem pra sampa poderei ir. Cansei de passar as férias infurnada em casa ou ir visitar meus tios e fingir que isso é o máximo.
O que me dá mais raiva é a cara de compreensão que meu pai sempre faz. As vezes tenho vontade de mandar ele pegar essa cara ir pra puta que pariu com ela. Eu o amo acima de todas as coisas, mas as vezes cansa ser passada para trás.
ESTOU CANSADA DESSA PORRA. QUERO QUE TUDO SE EXPLODA E SOBRE EU E TODAS AS TEMPORADAS DE ARROW QUE QUERO VER E NÃO POSSO PORQUE EXISTE UM CÃO DO INFERNO CHAMADO MÃE QUE MANDA VOCÊ IR PARA A ESCOLA MESMO SEM PRECISAR.
Fiz milhões de planos na volta pra casa. Planos pra estudar, caminhar, escrever e perder peso. Quem sabe da próxima vez não te conto como isso ta indo?
XOXO
Arabella

Oi

Sabe quando você tem vontade de sair gritando na rua? Quando sente que vai explodir em mil pedaços de ódio, decepção e raiva? Tem horas que está tão atordoado que ninguem mais te entende. Não existe mais com quem desabafar e, quando tem, sabe que quando acabar de falar a pessoa vai virar para você e te mandar crescer.
Cansada. Estou cansada de não ser compreendida. Eu quero mesmo é que o mundo se exploda e não sobre ninguém para contar a história. Eu quero acordar desse pesadelo ridículo e ter alguém que fale "Calma, não se assuste, isso foi tudo um sonho".
Ser'a que alguem entende?